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Câmara debate violência política de gênero em audiência pública

Publicado em 17/10/2019.
Com uma grande maioria de mulheres no Plenário e a mesa composta por representantes de diversos coletivos, partidos e sindicatos, foram apresentadas com profundidade as questões que envolvem essa violência
Câmara debate violência política de gênero em audiência pública

Volmer Perez

Na última terça-feira (15), aconteceu a Audiência Pública promovida pelo mandato do PSOL que debateu a Violência Política de Gênero, que é a violência que se caracteriza por inúmeras atitudes de cunho machistas direcionadas à mulheres que atuam nos espaços políticos institucionais e fora deles, candidatas a cargos eletivos e também as já eleitas, lideranças sindicais e de bairros, configurando-se em mais uma barreira que mantém as mulheres fora dos espaços de poder e decisão.

Com uma grande maioria de mulheres no Plenário e a mesa composta por representantes de diversos coletivos, partidos e sindicatos, foram apresentadas com profundidade as questões que envolvem essa violência, ainda pouco debatida na sociedade brasileira. Para além da baixa representação feminina nas instâncias de poder e da violência sexista que as mulheres sofrem em todos os espaços, são exemplos de violência política de gênero o silenciamento da voz pública das mulheres, a sistemática interrupção quando estão com a fala, ataques pessoais sobre sua imagem e a estereotipização das mulheres como cuidadoras, sensíveis e delicadas. Já quando as mulheres de esquerda ocupam os espaços políticos com uma postura feminista e antirracista de enfrentamento ao sistema capitalista, são apontadas como histéricas, bruxas ou loucas.

A Audiência reforçou a importância de falar mais sobre o tema, para que se possa identificar essas violências que atingem de diferentes formas as mulheres trabalhadoras, as mulheres negras, as mulheres jovens e idosas, afim de combatê-la. Também foi ressaltada a necessidade de reconhecer as mulheres aliadas na construção das lutas e que a representatividade vazia, que não contempla as pautas da classe trabalhadora, não garante o avanço coletivo das mulheres na luta por direitos e pelo fim do machismo, do racismo e das demais opressões e violências que estão submetidas.

O mandato do PSOL agradece a presença de todas e todos que estiveram junto tecendo reflexões necessárias e construindo estratégias para a superação da violência política de gênero e para a emancipação de todas as mulheres. Nenhum passo atrás!

 

Texto: Assessoria Parlamentar da Vereadora Fernanda Miranda PSOL

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