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Câmara deve aprovar ajuda financeira para Eterpel

Publicado em 23/11/2021.
Diretores da empresa participaram de reunião pública nesta terça-feira
Câmara deve aprovar ajuda financeira para Eterpel

Foto: Gabriel Xavier

A Câmara de Vereadores deve aprovar ainda este mês o repasse de R$ 376 mil para pagamento das folhas salariais de novembro, dezembro e do décimo terceiro salário dos funcionários da Empresa do Terminal Rodoviário de Pelotas (Eterpel). O pedido para liberação de uma segunda complementação de renda este ano acendeu o debate sobre a viabilidade de manutenção da Estação Rodoviária, como empresa pública, e evidenciou a contrariedade dos vereadores em direcionar recursos, que poderiam ser usados em áreas consideradas prioritárias, para pagar as despesas da empresa.

Para esclarecer dúvidas e apresentar números e relatórios o diretor presidente, Cláudio Montanelli e o diretor financeiro Jorge Vasquez compareceram a uma reunião pública convocada pela Câmara. Durante três horas ambos responderam perguntas sobre arrecadação, despesas, folha de pagamento, contratos com empresas terceirizadas e alternativas para a crise.

                Conforme Montanelli a origem da crise financeira da empresa está ligada a queda brusca da arrecadação com a venda de passagens que caiu 53% desde abril de 2020, quando passaram a vigorar as primeiras regras de distanciamento social por causa da pandemia. “Entre março e abril se passou de 89 mil passagens vendidas para 20 mil por mês. Foi uma queda muito brusca e ainda hoje a recuperação tem oscilado entre 3% e 4%, mas é instável, ou seja, ainda estamos em situação extremamente delicada”, afirma.

Ainda de acordo com Montanelli, os 8% recebidos sobre o valor de cada passagem vendida ainda formam a maior parte da arrecadação da rodoviária, que como outras fontes de renda tem os rendimentos 15% dos valores apurados com o despacho de encomendas, alugueis das lojas e lancherias e o estacionamento pago.

De acordo com Vasquez desde o início da crise a Eterpel adotou uma série de medidas de economia que representaram uma redução de R$ 694,5 mil das despesas anuais, mas devido o contexto econômico isso não impede a manutenção da empresa no vermelho. Relatórios apresentados pelos gestores apontam para um prejuízo acumulado de R$ 2,49 milhões desde o início da pandemia, sendo R$ 1,63 milhão no ano passado e outros R$ 864 mil até outubro deste ano.

As contas dos diretores é de que o novo repasse somado aos pequenos aumentos na venda de passagens possa garantir as finanças em ordem até setembro de 2022. Enquanto isso a direção negocia com o governo estadual a suspensão temporária ou permanente das taxas e percentuais cobrados pelo DAER, que somente sobre os bilhetes chega a 3%.

POSIÇÕES – Durante a reunião os vereadores não esconderam seu descontentamento em ter de votar um novo aporte financeiro para a Eterpel, especialmente em uma época na qual áreas como saúde e educação necessitam de investimentos. Parte das críticas foi direcionado aos salários pagos ao primeiro escalão da empresa que variam entre R$ 8 e R$ 9,5 mil.

“Diante desta realidade financeira é preciso rever alguns salários, porque não é possível que a maioria ganhe R$ 1,7 mil e outros R$ 9 mil”, afirmou o vereador Michel Promove (PP).

Além da redução de salários os vereadores indicaram a necessidade de outras alternativas para aumentar a receita da rodoviária e a mais viável, segundo alguns vereadores seria proibir que as empresas de transporte intermunicipal pegassem passageiros fora do Terminal Rodoviário.

“Temos autonomia para dizer não se pode pegar ônibus fora do terminal rodoviário, pois hoje estamos aqui tirando dinheiro da saúde e da educação para subsidiar a rodoviária, então temos de pedir para a prefeita determinar isso como forma de aumentar a receita da Eterpel, ainda mais que muitas das empresas de transporte intermunicipal e interestadual receberam subsídios para se manter na pandemia e ao pegar os passageiros fora da rodoviária estão pegando o valor integral da passagem”, afirma o líder do governo, vereador Marcos Ferreira, Marcola (PTB).

A ideia deve voltar a ser debatida entre os vereadores ao longo das semanas. Enquanto isso o projeto que solicita o repasse de recursos deve ser votado e aprovado, como forma de manter os salários dos funcionários. “Por aqueles que ganham menos eu vou votar a favor e defendo que os demais façam o mesmo”, declarou Michel Promove.

Participaram da reunião os vereadores Cristiano Silva (PSDB), Jone Soares (PSDB), Michel Promove (PP), Jair Bonow (PP), Marcos Ferreira, Marcola (PTB), Miriam Marroni (PT), Sidnei Fagundes, Sid (PT), Júlio Araújo (PSOL), Cristiane Gomes (PSOL), César Brisolara, Cesinha (PSB) e Paulo Coitinho (Cidadania).

Por Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Pelotas

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