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Falta de preservativos prejudica prevenção a Aids em Pelotas

Publicado em 03/12/2019.
Redução dos repasses do Governo do Estado causa desabastecimento nos postos de saúde
Falta de preservativos prejudica prevenção a Aids em Pelotas

Lenise Slawski

Com os estoques de preservativos muito abaixo do considerado suficiente para atender à população os técnicos da Secretaria Municipal de Saúde preveem sérios problemas para as campanhas de prevenção a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis neste final de ano e, sobretudo, no período de carnaval. A revelação foi feita durante a audiência pública realizada na segunda-feira pela manhã pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal para marcar a passagem do Dia Mundial de Combate à AIDS.

“É uma situação extremamente importante, pois de que adianta colocar campanhas de prevenção na rua se o principal que são as camisinhas estão em falta? Que prevenção é essa?”, questiona o vereador Marcos Ferreira, o Marcola (PT), presidente da Comissão de Saúde da Câmara.

Conforme informações dos representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na reunião a compra de preservativos é dividida entre os governos municipal, estadual e federal, maso Governo do RS não tem comprado a quantidade necessária e reduziu drasticamente os repasses para Pelotas. Dados da SMS mostra que em média a cidade recebe e distribuiu uma média mensal que varia entre sete e dez caixas com 7,2 mil camisinhas. O último repasse feito em outubro, no entanto, foi de apenas três caixas o que totaliza 21,6 mil preservativos. “A informação que temos é de que em dezembro apenas uma caixa será entregue para a cidade”, disse o assistente social José Ricardo Fonseca da Coordenadoria de DST/AIDS de Pelotas. O município está realizando uma nova compra através de pregão eletrônico, mas o processo deve demorar mais quatro meses para ser concluído.

O presidente da Comissão de Saúde avalia como grave a situação e diz que ainda nesta terça-feira será solicitada uma reunião com a secretária de Saúde Roberta Paganini para discutir a realização de uma compra emergencial. “Isso é prevenção, é saúde pública é preciso uma ação rápida antes que a demanda aumente”, defende Marcola.

MEDICAMENTOS - O atraso no fornecimento de medicamentos retrovirais para pacientes com AIDS foi outro ponto abordado na reunião e, novamente, o Governo do Estado foi apontado como responsável pelo problema, uma vez que é responsável pela distribuição dos remédios. “A situação de falta preocupa porque é o sintoma de tudo que está por trás disso, dessa política de não preocupação com quem vive com HIV. Se o medicamentes atrasa desencadeia um processo psicológico que pode afetar nossa saúde, pois nossas vidas dependem disso e se lado o psicológico é afetado, toda nossa saúde é afetada”, comentou Rodrigo Rosa, do Conselho Municipal da Diversidade.

Representantes de ONGs também criticaram a falta de uma busca ativa dos pacientes que não fazem o tratamento e a demora no agendamento de exames. “Precisamos falar sobre a AIDS porque parece que a doença não existe e quando isso acontece os números aumentam”, disse Andréa Fernandes da ONG Vale a Vida.

 

Texto: Assessoria de Imprensa do vereador Marcos Ferreira PT

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