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Saúde não tem dinheiro para aumentar leitos de apoio ao PS

Publicado em 23/10/2019.
Secretária Roberta Paganini admitiu que número de leitos de retaguarda não pode ser aumentado atualmente
Saúde não tem dinheiro para aumentar leitos de apoio ao PS

Foto: Assessoria da Câmara - Lenise Slawski

  O aumento do número de leitos de retaguarda ao Pronto Socorro Municipal (PS), que é um dos principais motivos de reclamação e preocupação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Pelotas, não tem solução em curto prazo. Nesta quarta-feira (23) a secretária de Saúde, Roberta Paganini Ribeiro, declarou na Câmara Municipal que a Prefeitura não tem dinheiro para comprar novos leitos e, assim, acelerar o encaminhamento dos pacientes internados no PS.

 “O município não tem recursos para comprar leitos, se fizer isso não vamos pagar os custos da UPA ou das unidades básicas”, disse durante reunião pública promovida pela Comissão de Saúde. Conforme a secretária, as alternativas para melhorar a situação do Pronto Socorro passam por uma série de mudanças que incluem alterações no sistema de acolhimento dos postos de saúde e na forma de atendimento das UBAI’s Navegantes e Lindoia, entre outros pontos, que estão sendo analisados por um grupo de trabalho formado para estudar melhorias na rede de urgência e emergência. “Hoje temos definidos como pontos de urgência e emergência um PS, o SAMU e a UPA, mas e as UBAIS? Temos que pensar sobre a finalidade delas. Eu penso que devem estar na rede de urgência e emergência, mas quem vai me dizer isso é este grupo técnico”. Roberta Paganini Ribeiro não revelou qual o prazo final para a entrega do relatório elaborado por este grupo.

OUTROS TEMAS – Durante mais de duas horas a secretária respondeu à questionamentos dos vereadores e da comunidade presente na Câmara sobre temas como a demora em exames laboratoriais e de consultas oncológicas, falta de vacinas nos postos, atendimentos  nos postos da zona rural e atendimentos de saúde mental.

 Sobre a oncologia a secretária apontou que as consultas estão aumentando após uma renegociação com a Santa Casa e que os exames solicitados dependem da capacidade dos prestadores de serviços como o Hospital Escola e a Santa Casa. “Vamos ver o que está acontecendo junto com os prestadores, pois faz parte da linha de cuidado ofertada pelo prestadores e não há como ofertar apenas uma parte. Vamos verificar as causas da demora”, disse.

    A secretária negou a falta de vacinas na rede, anunciou a realização de estudo para acabar com as fichas para atendimento nos postos da zona rural e para qualificar a oferta de atendimentos em saúde mental.

 O presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Marcos Ferreira, o Marcola (PT) avaliou como positiva a reunião. “A secretária não fugiu das perguntas e apresentou informações que mostram que uma nova linha de trabalho está sendo implantada na Secretaria Municipal de Saúde e, num primeiro momento, nos parece que algumas soluções propostas podem funcionar. Agora nos resta seguir acompanhando e fiscalizando as ações e no próximo mês voltaremos a convidar a secretária para retornar na comissão para apresentar a evolução de seus projetos e propostas”, disse Marcola. 

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