Vereadores preparam-se para discutir empréstimo para mobilidade

Na sessão, parlamentares priorizaram aprovação de moção de pesar pela morte de Eloah Brisolara, mãe da vice-prefeita Daniela
PUBLICADO EM 28/10/2026 - 11:14
Vereadores preparam-se para discutir empréstimo para mobilidade

Câmara Municipal de Pelotas

Redação: Imprensa Câmara

Data: 28/10/2026


A sessão plenária desta quarta-feira (28), na Câmara de Vereadores, aberta por Michel Promove (PP) e secretariada por Paulo Coitinho (Cidadania), contou com manifestações críticas ao governo municipal, questionamentos sobre o empréstimo pretendido pela Prefeitura para iniciativas nas áreas de infraestrutura e mobilidade, além de aprovação unânime, com prioridade, de moção de pesar, em nome do Poder Legislativo, pela morte da mãe da vice-prefeita Daniela, senhora Eloah Brisolara, considerada liderança comunitária e religiosa. O documento foi elaborado pelo vereador Jurandir Silva (PSol) e subscrito por todos os parlamentares presentes.


O vereador Daniel Fonseca (PSD), primeiro a ocupar a tribuna, falou sobre sua luta para abertura do Hospital Regional de Pronto Socorro. “Já era para estar aberto, mas houve uma sucessão de erros. O atual Pronto Socorro precisa de uma intervenção dos Direitos Humanos, porque fere a dignidade. A prioridade, antes de se falar em empréstimo do PAC, é pôr o novo PS em funcionamento, mas sequer a Fundação dos servidores, cuja aprovação foi tão cobrada da Câmara, está registrada. O governo tem que parar de usar as pessoas e começar a servi-las.”


A vereadora Fernanda Miranda (PSol) considera a cobrança de abertura do HRPS como democrática, mas criticou a forma como foi feita. Comentou comportamentos e posições políticas. Sobre o projeto de empréstimo para obras e intervenções de mobilidade, superior a R$ 200 milhões, disse que a matéria pode avançar. “Os juros são menores. São de 6% ao ano. Bairros terão impactos positivos, melhorando a vida de muitas pessoas. As obras devem trazer uma série de transformações, de melhorias imediatas.”


O vereador Paulo Coitinho comentou que a Câmara precisa conhecer melhor o projeto de empréstimo do PAC e que a oportunidade de se aprofundar é a partir do início da noite desta quarta-feira (28), na audiência pública marcada com essa finalidade, com a presença de secretários do Município. Como exemplo de dúvida, questionou como será feita a remoção de famílias para viabilizar duplicação das avenidas Theodoro Müller e Manoel Antônio Peres. “O projeto do PAC mobilidade foi feito sem participação ou opinião da Câmara e de outros setores, como empresariado.”


O vereador Jurandir Silva frisou que Hospital Regional de Pronto Socorro e projeto do PAC não envolvem os mesmos recursos. “Um não impede o andamento do outro. Um é saúde e o outro é infraestrutura.” Para o parlamentar, o governo tem se esforçado para abrir o novo PS, que será “uma vitória para a cidade e região”. Sobre o empréstimo do PAC, lembrou que viabilizará a construção de viaduto na avenida Fernando Osório, pavimentação do caminho do ônibus, obras em vias estruturantes e ônibus elétricos.


O vereador Marcos Ferreira (UB) lembrou que grandes empréstimos e obras nunca são quitados ou concluídas em quatro anos, sempre ficando para sucessores. “O projeto do empréstimo do PAC não foi discutido, não houve participação do povo ou de representantes.” Comentou que o Legislativo tem que ter responsabilidade com o dinheiro público, alertando para a necessidade de remoção de pessoas para obras nas avenidas e questionando quem pagará.”


O vereador César Brisolara (PSB) disse que se comprometer e não cumprir é prática recorrente do governo municipal. Para exemplificar, lembrou compromissos de campanha do prefeito – um sobre o pagamento do 14º salário aos Agentes Comunitários de Saúde, não cumprido, e o outro sobre abertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fragata, também não concretizado. “Já se vão dois anos de gestão e não se tem, sequer, o terreno para construção da UPA. O Fragata tem cerca de cem mil pessoas que se sentem enganadas.” Sobre o PAC, disse ser a favor das obras, mas que é preciso questionar as condições, compreender o projeto.







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