Zona rural, tradicionalismo e saúde ganham destaque na sessão

Vereadores abordam as pautas em manifestações na tribuna
PUBLICADO EM 16/09/2026 - 11:18
Zona rural, tradicionalismo e saúde ganham destaque na sessão

Câmara Municipal de Pelotas

Redação: Imprensa Câmara 

Foto: Imprensa Câmara

Data: 16/09/2026


A sessão ordinária desta quarta-feira (16), no Poder Legislativo, presidida pelo vereador Marcelo Bagé e secretariada por Paulo Coitinho, contou com manifestações acerca de infraestrutura na zona rural, tradicionalismo e saúde. Parlamentares pronunciaram-se sobre esses assuntos, apelando por medidas e apontando soluções para beneficiar a cidade, a colônia e a população.


O presidente da Comissão de Agricultura e Pesca da Câmara, vereador Éder Blank, anunciou o início das obras de recuperação da ponte da estrada principal do Grafite e da cachoeira do Arco-íris. O trabalho de bate-estaca está em andamento e a estrutura, precária há anos e interditada para o trânsito de veículos de escoamento da produção de leite, fumo e outras, assim como para coletivos e escolares, deverá estar concluída até o fim do mês. Moradores doaram o madeiramento para as vigas. Sobre as estradas, o parlamentar informou que continuam aguardando a colocação de material para preenchimento de desníveis, buracos, subidas e descidas acentuadas, e que a Prefeitura não disponibiliza caçambas para transportar os componentes extraídos de cascalheiras localizadas na própria colônia. “A patrola está trabalhando, mas só a máquina, sem colocação de material, não entrega serviço de qualidade e duradouro.”


O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Tradição, Cultura e Festa Popular do Legislativo, vereador Paulo Coitinho, iniciou sua manifestação declamando um poema gaúcho de bom dia. Reportou-se à Semana Farroupilha e ao recebimento de centelha da Chama Crioula pela Câmara, na segunda-feira (14), entregue por cavalarianos da 26ª Região Tradicionalista. “A centelha da Chama reacende a esperança de tempos melhores. Na Casa, oportuniza o diálogo para construção do futuro, com políticas públicas voltadas ao campo, à cidade e aos cidadãos. A Chama reúne as pessoas ao redor de uma mesma mesa, para discussão responsável e respeitosa”, afirmou, projetando avanços em relação ao projeto que tramita no Legislativo, tratando de financiamento de cerca de R$ 200 milhões, pelo Município, para obras de mobilidade. “Vamos nos debruçar sobre o projeto, torná-lo uma construção coletiva.” Ainda sobre a tradição gaúcha, lembrou ser o autor da Lei 7.026/2022, que autoriza a Prefeitura a incluir, no currículo das escolas da rede municipal de ensino, conteúdo sobre tradicionalismo, cultura e folclore do Rio Grande do Sul.


O presidente da Comissão de Saúde, vereador Tauã Ney, informou que, na terça-feira (15), havia dez pacientes oncológicos no Pronto Socorro há mais de 48 horas. Um deles tem câncer no fígado – tumor de mais de 14 centímetros. “O PS não é lugar para esses pacientes e a medida judicial só cabe 72 horas após seu ingresso. A pessoa não recebe tratamento adequado, enquanto espera leito. Por isso, vou pedir a reserva de ala específica para casos oncológicos no novo Hospital Regional de Pronto Socorro.” O parlamentar salientou que as famílias ficam desestruturadas, assistindo aos seus pacientes desacomodados no PS. “Se o Município não tem leitos, tem que comprar. A Prefeitura, inclusive, paga multa por não cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que trata desses casos. São 48 horas de limite sem leito para quadros mais graves e 72 horas para os demais.” De acordo com o vereador, saúde é prioridade máxima. “A população doente não quer ônibus elétrico, viaduto, quer tratamento, atendimento com resultados.”


O vereador César Brisolara comentou que, no atual governo, não foi iniciada obra de nenhuma escola, nem de posto de saúde ou de UPA. Sobre a construção da UPA Fragata, prometida e esperada, já está quase se esgotando o tempo hábil para que a obra seja iniciada, concluída e entre em funcionamento ainda nesta gestão. O processo, desde a licitação até o final da obra, leva em torno de dois anos. Sobre o projeto de financiamento que tramita na Câmara, o parlamentar comentou que requer estudos – ou se trata de PAC, ou é um pedido de empréstimo. “PAC eu conheço bem, sei o que é. O exemplo é a Farroupilha, para onde o governo federal manda recursos e o projeto avança.” César Brisolara fez nova cobrança à Defesa Civil para entrega de telhas às famílias que tiveram as casas atingidas pelos eventos climáticos do mês de agosto. Há limite de cinco tenhas por residência e demora no repasse, feito mediante vários cadastros dos moradores.



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