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Parlamentares registram insatisfação com saúde e rodovias

Publicado em 11/02/2026.
Espaço regimental é utilizado por vereadores para exposição de críticas, comentários e alternativas
Parlamentares registram insatisfação com saúde e rodovias

Foto: Fernanda Tarnac

Parte da primeira sessão ordinária semanal do Poder Legislativo, na terça-feira (10), foi utilizada, regimentalmente, para manifestações sobre saúde e rodovias. O primeiro vice-presidente da Câmara, vereador Marcelo Bagé (PL), registrou a visita, ao Gabinete da Presidência, de familiar de paciente oncológica, vitimada aos 32 anos de idade, no aguardo de encaminhamento à quimioterapia. Antes do falecimento, ela formulou pedido de impeachment do prefeito Fernando Marroni, pela demora e falta de agilidade para início de seu tratamento. O parlamentar fez o comentário com tristeza e indignação, acrescentando que outros pedidos de destituição do chefe do Executivo têm surgido nas últimas semanas, após a morte da paciente na fila de espera. Além disso, caracterizou como irresponsabilidade o não pagamento das emendas impositivas de 2025, referentes à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o que pode ter somado à falta de recursos ao setor.

O presidente da Mesa Diretora, vereador Michel Promove (PP), informou que o pedido de impeachment encaminhado junto ao Legislativo pela paciente já foi analisado e cumpre todos os requisitos técnicos necessários para seguir a tramitação. O conteúdo deve ser levado ao conhecimento integral dos parlamentares até quinta-feira da próxima semana.

O vereador Júlio Moura (Rede), na tribuna, manifestou-se sobre a mesma temática — complicações que vêm ocorrendo na saúde do município —, apontando que a crise procede de governos passados. O parlamentar reforçou que macas são para transporte de pacientes, não para internação, conforme uso habitual no Pronto Socorro.

O vereador César Brisolara (PSB) abordou sua trajetória como agente político na Guabiroba e Farroupilha, e falou sobre Carnaval, classificando-o como período propício à economia, gerador de trabalho e renda. Sobre os blocos do Fragata, disse que favorecem a região e torce para que um deles conquiste premiação no desfile oficial do município.

Reportando-se à saúde, César Brisolara criticou o acesso à área no município, em especial, às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), cujos pacientes, em fila e atendimento precário, lotam seu gabinete para reclamações. Sobre polos de pedágio nas rodovias, destacou que a solicitação atual para operação, de parte da EcoVias, antiga EcoSul, deve ser descartada. A empresa terceirizada propôs a assinatura de contrato tampão, enquanto o governo define a próxima gerenciadora das rodovias, de acordo com a licitação em andamento. “Não queremos a Ecovias. Queremos manutenção”, exclamou o parlamentar. Finalizou seus minutos regimentais citando a sua proposta para uma nova Lei Orgânica do Município, cuja redação, em parceria com outros vereadores, provém da sua presidência na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

O vereador Marcelo Bagé parabenizou a iniciativa de César Brisolara em relação à Lei Orgânica. Sobre saúde, considerou apelar para o prefeito substituir a secretária atual. A medida, segundo sua avaliação, reflete o clamor da sociedade pelotense. Para o cargo, deve ser nomeado um indivíduo responsável, capaz de fazer gestão. Em relação à atuação da Ecovias, criticou a situação das estradas e avaliou que a mão de obra e que qualificada de Pelotas busca oportunidade em outras regiões, por conta da pobreza local, um dos motivos sendo os pedágios não condizentes e um contrato datado e malfeito para as rodovias.

O vereador Júlio Moura manifestou-se mais uma vez e, para contribuir, propôs a alternativa de empresas terceirizadas de rodovias construírem estradas de boa qualidade para, só então, cobrar seus pedágios. Disse que o condutor deveria ter a opção de escolher qual rodovia – com pedágio ou sem pedágio – trafegar.

Na sessão ordinária, foram votados 19 pedidos de informação e um requerimento. As matérias votadas incluíram questionamentos dos vereadores Tauã Ney (PSDB), Marisa Schwarzer (PSDB), Marcelo Bagé (PL), Daniel Fonseca (PSD) e César Brisolara. Foi reforçada, em adendo, pelo presidente, vereador Michel Promove (PP), a necessidade de presença dos parlamentares proponentes durante a votação, para que os documentos sigam sua tramitação.