Você está aqui: Página Inicial / Sobre a Câmara / Notícias / Vereador atribui óbito de paciente à omissão do Executivo

Vereador atribui óbito de paciente à omissão do Executivo

Publicado em 12/02/2026.
Parlamentar detalha o caso que culmina com pedido de impeachment do prefeito
Vereador atribui óbito de paciente à omissão do Executivo

Foto: Fernanda Tarnac

Redação: Assessoria do vereador Marcelo Bagé
Edição e revisão: Imprensa Câmara

O vice-presidente do Legislativo, vereador Marcelo Bagé (PL), relata evolução de doença em paciente oncológica, que resultou em óbito enquanto permanecia em espera por quimioterapia. De acordo com o parlamentar, o caso é grave e envolve a saúde pública de Pelotas, a qual classifica como desamparada e desassistida. A vítima, durante o tempo que aguardava na fila pelo tratamento, entregou à Câmara pedido de impeachment do prefeito Fernando Marroni (PT).

Durante período, em 2025, que respondeu, interinamente, pela presidência da Câmara, Marcelo Bagé recebeu a paciente chamada Tatiane, de 32 anos, aflita por se encontrar, há 90 dias na data, no aguardo da quimioterapia, sem sinalização de previsão para iniciar o tratamento. No dia da visita, Tatiane passou às mãos do vereador o pedido de impeachment do chefe Executivo. Poucos dias após o protocolo, faleceu.

Segundo o vereador Marcelo Bagé, o tratamento necessário custava cerca de R$ 10 mil e não foi realizado porque o Poder Executivo teria deixado de executar emendas impositivas e descumpriu a lei orçamentária. O parlamentar afirma que o gestor público tem dever legal de cumprir o orçamento, pois a omissão resulta em consequências diretas e irreversíveis, como a perda de vidas.

Nesta semana, a irmã de Tatiane, Bruna, esteve no Legislativo, representando a família, reforçando o pedido deixado pela paciente falecida. A visita teve o objetivo de reiterar solicitação de andamento no processo de impeachment, apontando crime de responsabilidade de parte do prefeito.

O vereador, ao relatar o fato, da tribuna da Câmara, classificou o governo como negligente, omisso e incompetente na área da saúde. Criticou gastos considerados supérfluos, enquanto cidadãos deixam de receber atendimento médico básico. Esclareceu que sua atuação não tem motivação eleitoral ou ambição pelo cargo de prefeito, mas sim é fruto do compromisso de cobrar o cumprimento das promessas de campanha e o respeito à população. Reafirmou que seguirá fiscalizando o Executivo, com veemência e coragem, enquanto exercer o mandato, em defesa do direito à saúde e à vida.